set 17

A VMware revelou um software de infra-estrutura que concentra os recursos de hardware, como servidores, armazenamento de dados e rede, em um ambiente de baseado no conceito de computação em nuvem.

Trata-se do Virtual Datacenter Operating System (VDC-OS), lançado durante o VMworld 2008, conferência anual da empresa que acontece nesta semana, em Las Vegas (EUA). O sistema aloca os recursos para aplicações baseadas em cargas de trabalho que estejam sendo usadas em determinado momento. O VDC-OS também entrega um conjunto de serviços de aplicações, como escalabilidade e segurança. Tais ofertas são independentes do sistema operacional, dos frameworks de desenvolvimento ou da arquitetura sobre a qual as aplicações foram construídas para rodar.

Segundo a VMware, o VDC-OS muda a lógica do centro de computação de servidores, de um sistema operacional individual, para um software de infra-estrutura que abrange vários servidores distribuídos. Em essência, a nova tecnologia funciona como o sistema operacional de todo o data center.

Os serviços de aplicação do VDC-OS incluem tolerância a erros, no qual uma aplicação será transferida para uma máquina diferente, durante uma falha de hardware. Esta ação automatizada previne o downtime e elimina a necessidade de servidores em cluster, de acordo com a VMware.

Outras funções são a de recuperação de dados por meio de backup, e segurança com tecnologia de monitoramento das máquinas virtuais para detectar e impedir vírus, rootkits e outros malwares.

Na parte de armazenamento de dados e rede, o VDC-OS provê alocação sob demanda de recursos. No fim do ano, a nova tecnologia vai incorporar capacidades de gerenciamento que incluem mudanças baseadas em política e configuração, com reforço de automação em toda a infra-estrutura de virtualização.

Outros recursos a serem adicionados pela VMware ao produto são planejamento e análise continua, para otimização do tamanho das máquinas virtuais e congregação dos recursos. Estas funções vão complementar os atuais produtos da empresa, que já oferece gerenciamento de ciclo de vida, e para o desenvolvimento de aplicações.

ago 27

No início de 2002, uma falha no servidor de banco de dados tirou do ar o fórum da cidade de Taguatinga, no Distrito Federal, deixando os usuários sem acesso às informações administrativas e jurídicas, como realizações de audiência e andamento de processos. Sem contrato de suporte, a área de TI do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), responsável por este e outros 13 fóruns no Estado, resolveu fazer uma experiência: pegou um dos micros comuns que estavam no local para instalar neles um HD SCSI, um pouco mais de memória e baixar o software open source Red Hat versão 6.0.

Dentro dessa arquitetura, que também contava com o servidor de banco de dados Caché Intersystems, as informações passaram a ser processadas com 90% de disponibilidade, desempenho muito melhor que o sistema anterior, descentralizado e muito sobrecarregado com o tráfego de dados. Aliado ao bom resultado, a solução sem custo foi o ponta pé inicial para a melhoria da administração tecnológica dos fóruns e, em dois anos, estava totalmente instalada em todos os pontos.

Até então, as bases de dados eram aplicadas em ambientes descentralizados que formavam uma plataforma bem heterogênea, com cerca de nove tipos de sistemas operacionais diferentes, entre eles Solaris e Windows. A falta de um padrão rendia custos altos com manutenção e licenças, além de treinamento dos técnicos que tinham de saber um pouco de cada um dos sistemas adotados e, ao mesmo tempo, não conseguiam se especializar em nenhuma. “Nosso intuito era unificar a plataforma com dois sistemas diferentes, sendo que um deles passou a ser o da Red Hat”, conta Bernardo Araújo, subsecretário de tecnologia do TJDFT.

O sinal verde da administração do Tribunal foi dado logo depois que a equipe de TI apresentou a solução de melhoria da infra-estrutura sem a necessidade de compra de licenças ou de licitação, além da economia com renovação de contratos com suporte. “Economizamos 20% do orçamento que era destinado na época para manutenção. Precisamos apenas investir no treinamento da equipe para seguir com a migração”, comenta o subsecretário. Entre as vantagens também está a de deixar de adquirir máquinas mais pesadas para adotar uma plataforma aberta, que tem menos requisitos de processamento. E o os equipamentos antigos ganharam mais velocidade no processamento de dados e memória.

Desafio final
A ação de unificar a plataforma começou aos poucos nas cidades satélites, a maioria delas concluída em 2002, até chegar ao fórum principal, localizado em Brasília, no qual a carga de informações e necessidade de contingência era bem maior, com duas mil conexões simultâneas. Por isso, a migração começou a ser feita em 2004 com a montagem de um cluster, formado pela Red Hat Cluster Suíte com três máquinas arquitetura CISC e processador HP 64 bit. “As máquinas fazem o balanceamento de carga de informações, quando necessário, para que o sistema nunca fique inoperante por falha ou falta de contingência. Deu certo”, explica Araújo.

Paralelo ao plano de melhoria do ambiente de TI foi aberto um processo de licitação para treinamento dos técnicos de informática do TJDFT, já que eles seriam especializados nos dois sistemas escolhidos para uso nos fóruns - Microsoft e Red Hat. A maior competência de gestão do software por parte da equipe também gerou melhor uso das soluções, o que antes não acontecia pela diversidade de softwares operando na mesma plataforma.

Depois de conseguir unificar toda a estrutura de rede e tornar o ambiente totalmente homogêneo e mais seguro, a base de dados do Tribunal pôde ser centralizada em Brasília. Isto ocorreu em 2006 e facilitou muito a vida dos técnicos de TI que não precisariam mais se locomover até os fóruns das cidades satélites em casos de falhas, como era feito antes. Além  disto, o site unificado é hoje mais consistente e, ao mesmo tempo, oferece mais disponibilidade.

Para se ter idéia do volume de informações que trafegam pela rede, três mil conexões rodam simultaneamente no banco de dados e o acesso ao site de consulta pelos advogados suporta 300 hits por segundo. O Tribunal ainda tem subscrição da Red Hat para atualização de versões do sistema operacional e de suporte para o parque de 40 servidores. “Conseguimos fazer com que nosso sistema se tornasse melhor mesmo tendo poucos recursos de investimentos”, conclui Araújo.

ago 19

No dia 17 de agosto, a Linux Foundation anunciou em seu blog a entrada da Canonical, empresa por trás do Ubuntu, no grupo de patrocinadores comerciais da fundação.

Além do Ubuntu, a Canonical promove diversos outros projetos de código aberto, como o sistema distribuído de controle de versões Bazaar, o mecanismo de comunicação com bancos de dados Storm para a linguagem Python e o novo sistema de inicialização Upstart, entre outros.