nov 14

O UOL registrou lucro líquido de 27 milhões de reais no terceiro trimestre de 2008, resultado 15% menor que os números alcançados no mesmo período de 2007. 

 

No acumulado dos nove primeiros meses de 2008, o provedor teve lucro líquido de 75,6 milhões de reais - 18% inferior ao resultado dos três primeiros trimestres do ano passado. No segundo trimestre do ano, o provedor também registrou redução no seu lucro líquido.

Em comunicado, o provedor informou que, excluindo-se os itens não-recorrentes no acumulado do ano, apresentou crescimento de 5% no lucro líquido de janeiro a setembro, na comparação com o mesmo período de 2007.

A receita bruta de serviços totalizou 203 milhões de reais no terceiro trimestre e 581,5 milhões de reais no acumulado do ano, um avanço de, respectivamente, 13% e 11% sobre os mesmos períodos de 2007.

Mesmo com o crescimento no número de assinantes pagantes - 1,78 milhão em setembro; 3% de aumento em relação ao mesmo mês do ano passado -, o UOL sofreu redução na receita com assinaturas. Segundo a empresa, a diminuição no valor do ticket médio é resultado de maior competição no segmento de acesso.

A receita com assinaturas caiu 3% no trimestre e 2% no acumulado do ano, chegando a 129,7 milhões de reais e 386 milhões de reais, respectivamente. Os clientes de banda larga representaram 1,13 milhão, segundo dados de setembro - 16% a mais que o total do mesmo mês do ano passado.

Por outro lado, a receita com publicidade cresceu 58% na análise comparativa entre o terceiro trimestre deste ano e o mesmo período de 2007, chegando a 73,3 milhões de reais.

Nos nove primeiros meses de 2008, a receita total foi de 195,5 milhões de reais, avanço de 47% ao se comparar com período similar do ano passado.

De acordo com análise do portal, este aumento deve-se, principalmente ao aumento do número de anunciantes de publicidade e de marca e ao crescimento da receita com produtos.

O EBITDA totalizou 29,1 milhões reais no período, uma diminuição de 22% sobre o terceiro trimestre de 2007. A margem EBITDA atingiu 20% no terceiro trimestre de 2008, decréscimo de 8 pontos percentuais sobre o mesmo período do ano passado.

nov 13

O fechamento de uma companhia de serviço de hospedagem de sites na internet que teria gangues de spam como clientes levou a uma redução drástica no envio deste tipo de e-mail, segundo uma empresa de segurança online.

Duas empresas americanas provedoras de internet bloquearam a companhia McColo depois de uma investigação do jornal Washington Post.

O jornal vinha levantando informações a respeito da McColo nos últimos quatro meses e passou estes dados para as companhias Global Crossing e Hurricane Electric. Na terça-feira, as duas companhias decidiram desligar a McColo de seus serviços.

Desde então, os níveis de spam caíram 70%, segundo a companhia de segurança online Ironport.

A McColo estaria hospedando gangues de botnets - redes formadas por diversos computadores com um programa chamado bot (ou “zumbi”), projetado para procurar informações pela internet como detalhes de contas bancárias e cartões de crédito, com pouca intervenção humana, e para enviar spam.

Segundo a empresa britânica MessageLabs, que trabalha com sistemas de segurança online, as botnets são responsáveis por mais de 90% dos spams enviados no mundo. 

 

Temporário

Mas, de acordo com a Ironport, a queda no nível de envio de spam deve ser temporária.

“É uma queda sem precedentes, mas será um período de inatividade temporário, já que as redes se movem da América do Norte para locais onde existe menos vigilância”, disse Jason Steer, porta-voz da Ironport.

Steer afirma que as companhias de tecnologia estão lutando contra o problema do alto número de spam.

“As companhias de internet americanas estão sendo muito mais vigiadas. As autoridades e a comunidade da internet acordaram para o problema”, afirmou.

Mas, para Steer, os criminosos poderão passar a tomar mais cuidado com o que fazem, mas não irão parar.

“Os níveis de spam voltarão ao normal com a aproximação do feriado de Ação de Graças e do Natal”, disse.

Um estudo recente de cientistas do setor de informática das Universidades de Berkeley e San Diego, ambas no Estado americano da Califórnia, descobriu que as pessoas que mandam spams conseguem obter lucros, mesmo com um índice de resposta de um para cada 12,5 milhões de e-mails enviados.

nov 13

A Microsoft quer tornar seu portal Windows Live algo mais parecido com uma rede social, com recursos que serão adicionados na próxima atualização de seus serviços e aplicativos online.

Os usuários do Windows Live poderão permitir que as pessoas classificadas como “amigos” vejam as atividades que estiverem fazendo em outros aplicativos Web, disse o vice-presidente do Windows Live na Microsoft, Chris Jones.

“Estamos integrando as noções de rede social, e-mail e comunicador instantâneo em uma experiência consistente”, disse ele.

Os recursos serão semelhantes ao  ”news feed”, modo como o Facebook permite que os usuários sejam notificados, via e-mail em seus sites, sobre o que seus amigos estão fazendo nos aplicativos que usam no Facebook.

As mudanças devem ser lançadas antes do final do ano, apesar de alguns aplicativos, como o Windows Live Hotmail, já terem sido atualizados para a nova versão, completou Jones.

Para os novos recursos, a Microsoft fez parceria com sites terceiros, para linkar seus aplicativos ao Windows Live. As parcerias incluem Flickr, iLike, LinkedIn, Yelp, Flixster, Pandora, Twitter, Photobucket e Tripit.

Por exemplo, se um usuário do Live postar uma nova imagem no Flickr, seus amigos serão notificados quando eles enviarem um e-mail ao usuário do Live, disse Jones. Esta notificação irá aparecer na página que confirma que o e-mail foi enviado e incluirá um link para as fotos.

Num outro esforço para promover ao usuário uma experiência com a próxima versão do Windows Live, a Microsoft integrará a lista de contatos do Live aos serviços Messenger, Hotmail, Outlook e Calendar, acrescentou Jones.

nov 13

Os gastos na área de tecnologia em 2009 crescerão menos do que a metade prevista pela IDC, como consequência da crise financeira global, afirmou a consultoria na quarta-feira (12/11).

A previsão anterior afirmava que os gastos em tecnologia cresceriam 5,9% em 2009 mas, em seu novo relatório, a consultoria prevê crescimento de apenas 2,6%. Nos próximos 4 anos, segundo a IDC, mais de 300 bilhões de dólares serão perdidos na indústria de TI devido a esta redução.

Nos Estados Unidos, a queda é ainda maior. A IDC havia previsto crescimento de 4,2% nos gastos, mas revisou a previsão para aumento de 0,9% em 2009. Outras consultorias, como a Forrester Research e o Gartner, em outubro, sugeriram que os gastos em TI cairiam devido ao ‘clima econômico’ no mundo.

A IDC comunicou um cenário ainda pior do que a baixa taxa de crescimento, mostrando que os gastos de TI podem aumentar só 0,3%, perspectiva pior do que em qualquer ano desde a Segunda Guerra Mundial.

Mesmo com as notícias negativas, o analista John Gantz, da IDC, disse que a tecnologia ainda está “em uma posição melhor do que nunca para resistir à desaceleração da economia”. Ele explicou que a indústria está presente em situações críticas e é vital para manter a produtividade dos negócios.

Embora a América Latina, África e outras economias em desenvolvimento presenciem “crescimento saudável”, a evolução será menor do que as previsões anteriores.

Serviços e software verão crescimento sólido, enquanto os gastos com hardware cairão em 2009. A IDC não forneceu números adicionais.

A consultoria previu, apesar dos 300 bilhões de dólares que serão perdidos em receita pelo setor nos próximos 4 anos, que em 2012 a indústria verá “total recuperação”, com taxas de crescimento em 5%.

nov 13

A AES Eletropaulo Telecom anunciou nesta quinta-feira (13) a disponibilidade comercial do sistema de conexão à internet por meio da rede elétrica na Grande São Paulo. De acordo com a empresa, a tecnologia deve chegar ao consumidor no primeiro trimestre de 2009 –o prazo depende da adoção do sistema por parte das operadoras, já que a Eletropaulo fornece apenas a infra-estrutura.

Com o sistema, chamado BPL (Broadband Powerline), o usuário pode acessar a internet ao plugar um modem especial em qualquer tomada da casa. A tecnologia “injeta” a conexão vinda de um cabo de fibra óptica na rede elétrica.

O serviço está em teste no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, desde o fim do ano passado. Atualmente, 150 clientes em 20 prédios da região têm acesso à esse tipo de conexão.

“A vantagem é que você não precisa fazer cabeamento, quebrar parede para puxar cabos que permitam o acesso à internet. É só usar as tomadas que já existem na residência”, afirma Teresa Vernaglia, diretora-geral da AES Eletropaulo Telecom.

Injeção

Os equipamentos que unem o sinal da fibra óptica à rede elétrica podem ser colocados nos postes de rua ou diretamente nos medidores (popularmente conhecidos como “relógios”) dos prédios. A empresa afirma que o sistema é mais adequado para edifícios, em que a conexão é dividida para vários clientes. Montar essa infra-estrutura para uma casa sairia muito caro.

De acordo com a Eletropaulo, durante os testes o sistema permitiu uma conexão de 80 MB por prédio: a velocidade para cada cliente vai depender do número de assinantes no local e do serviço contratado com a operadora.

Hoje, a empresa afirma que tem 2.000 km de fibra óptica instalada na Grande São Paulo –valor equivalente à distância entre São Paulo e Aracaju.

Liqüidificador VS. Navegação

Vernaglia reconhece que a internet pode sofrer com a interferência de outros eletrodomésticos –ao ligar um liqüidificador, por exemplo, a velocidade da conexão pode cair. Mas, segundo ela, os problemas “são mínimos” e podem ser resolvidos por meio de filtros plugados à tomada.

O serviço não será oferecido diretamente aos consumidores. A Eletropaulo apenas fornece a infra-estrutura de rede para operadoras interessadas em adotá-lo. A empresa afirma estar negociando com as operadoras, para que o sistema seja lançado efetivamente no primeiro trimestre do ano que vem.

A idéia é que a internet pela rede elétrica seja utilizada em locais de difícil acesso, longes das centrais telefônicas, em que seria necessário alto investimento para instalar uma nova rede de fibra óptica. Também deve ser aplicado em prédios que não comportem novos cabos para melhorar a qualidade do acesso à web.

Por enquanto, estão homologados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) apenas os equipamentos usados para a conexão direta nos prédios. O uso dos postes ainda está em fase de regulamentação pela agência.

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